Essa semana o que todo mundo está comentando é a publicação da Fernanda Gentil sobre amamentação, que ela teve que dar mamadeira porque o leite dela “secou”, muita gente criticando outras apoiando… Enfim é difícil saber a verdade de cada um, só sabemos de nós mesmos.

E com isso vamos falar um pouco das nossas experiências.

Amamentação por Roberta…

O Gabriel nasceu no dia 12 de abril de 2010 as 19:10 da noite e as 22:30 ele já estava no peito, mamou de cara e já estava com o colostro, e eu super feliz por ele ter pego de primeira o peito, no 3º dia de amamentação meu peito estava em carne viva, muito dolorido e mesmo assim eu continuava a dar o peito, me ensinaram muitas coisas para aliviar a dor (mamão, próprio leite materno, etc…), eu como não trabalhava de carteira assinada eu não tinha direito a licença maternidade e precisava a voltar a trabalhar o quanto antes para poder começar a receber e não perder meu emprego, voltei no dia 17 de maio, um mês e 5 dias depois :(, mas ia só no turno da manhã, mas até ai tudo bem, eu continuei amamentando e tirando o leite para deixar na mamadeira (mamadeira essa que foi difícil pra pegar, testamos de vários tipos). Quando o Gabriel estava perto de fazer 3 meses eu recebi uma proposta de trabalho muito boa, plano de saúde, carteira assinada, tudo que eu queria na época para dar o melhor pra ele. Comecei no emprego no dia 1º de julho de 2010 (Continuo na mesma Empresa), dai era um emprego de 8 horas, sairia cedo e voltaria final de tarde, e agora o que fazer??? Vamos dar mamadeira pro Gabriel, vou continuar tirando o meu leite e intercalando com o leite artificial, pra minha tristeza em menos de um mês meu leite começou a diminuir, dai comecei a seguir todas as dicas que me passavam – Come canjica! Toma cerveja preta! Compra tintura de algodoeiro!  E nada adiantava, a cada dia ia diminuindo mais! Gabriel com 4 meses e 15 dias não mamava mais no peito 🙁

O Alexandre nasceu no dia 02 de dezembro de 2014 as 07:19 da manhã e as 20hs ele pegou o peito, mamou mais não muito, já fiquei um pouco com pé atrás (medo de não conseguir amamentar), mas com paciência fui oferecendo e ele foi pegando e pegou com tudo! Esse com mais experiência e me informando mais, cuidei mais do mamilo e dai não tive muitas dores e rachaduras, a amamentação fluía melhor, com mais prazer. E a cada dia ia ficando melhor, em 10 dias ele ganhou 1,400, o pediatra me perguntou se meu leite era leite condensado, eu fiquei super feliz! Porque dava o peito a hora que ele pedia, era livre demanda, passava com ele no peito feliz! Perto dos dois meses tive aquela impressão que meu peito não ficava cheio, não vazava como antes, e dai já pensei… Será que vou ter que introduzir leite artificial? Mas comecei a pensar… Ele não chora, dorme bem (dormia a noite toda muitas vezes) e estava ganhando peso, meu leite está alimentando sim! E lendo muitos blogs e artigos cheguei a mesma conclusão de muitas mulheres, meu peito não é estoque e sim fabrica!

Perto dos 4 meses o pediatra perguntou como que era a minha licença maternidade, e informei que seria de 4 meses mais 1 de férias, e com isso com 4 meses ele introduziu uma vez por dia uma fruta (Pediatra me informou que se a minha licença fosse de 6 meses ele não iria introduzir a fruta com 4 meses), e continuava firme com peito, com 5 meses ele introduziu a sopinha e eu continuava com o peito. No dia 04 de maio eu voltei a trabalhar, com dor no coração e no peito (com muito leite) fui exclusiva do Ale por 5 meses, toda vez que ele queria o peito eu dava, queria aproveitar a cada minuto, mesmo voltando a trabalhar, antes de sair dava peito e quando voltava do trabalho também e antes de dormir, final de semana ele ficava toda hora no peito e nós matávamos a saudade! Alexandre com 8 meses e 25 dias largou o peito por livre espontânea vontade, eu tinha leite ainda, mas um belo dia ele com dente já me mordeu e eu na hora senti dor e gritei e ele se assustou e a partir dali ele não quis mais, todo dia eu tentava um pouco e ele me empurrava (confesso que até hoje eu tento eheheh), fiquei alguns dias com o peito duro e aos poucos foi secando. Como vocês viram, uma amamentação diferente da outra, nada como se informar mais!

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Beijos Beta.

Amamentação por Joanna…

Desde que descobri que estava grávida do Benjamin, comecei a me informar sobre parto normal e amamentação. Ficava imaginando como seria a sensação de alimentar o meu filho só com o meu leite, em momento nenhum pensei em dar fórmula. Li sobres as dificuldades, dores, algumas mulheres tiveram e tem dificuldade por conta do bico invertido, porque colocou prótese de silicone ou redução de mamas. Mas em todos os casos é possível amamentar também, só é preciso procurar orientação. Eu não tenho nenhum desses poréns, acredito que isso também facilitou a amamentação.

Infelizmente não consegui o parto normal, mas como fiquei 15 horas em trabalho de parto, sabia que já teria o colostro para alimentar o Benjamin. Foi o que aconteceu, assim que ele chegou na sala de recuperação onde eu estava, ele começou a mamar. Lembro como se fosse hoje, apesar de sentir que era dolorido ele pegou na hora e ficou ali no meu peito por 40 minutos!

Nos primeiros dias de vida dele e mamando sempre em livre demanda, claro que sentia dor, meus seios nunca racharam ou sangraram, mas ficaram bem doloridos e sensíveis, foi quando comecei a cuidar com um óleo que ganhei ainda no hospital, também comprei uma pomada específica. Sempre soube que pegar sol ou mesmo uma luz fraca ajudava a fortalecer, foi aí que o Bruno teve a ideia de fazer um abajur, sim, ele mesmo fez, colocamos uma lâmpada de 40wats e eu ficava alguns minutos em cada seio com aquele abajur, numa distância de 20cm mais ou menos! Isso foi uma das coisas que mais me ajudaram com as dores, o mamilo fica muito dolorido, é normal, ninguém está acostumado a ter alguém sugando o peito com força e com poucas horas de intervalo, lógico que vai ficar dolorido.

Em um mês eu estava expert na arte de amamentar, sempre amamentei em qualquer lugar, nunca me senti incomodada e nem percebi que alguém me olhava com reprovação. Lógico que tiveram momentos de dúvida, que o bebê chora de madrugada e a gente pensa “será que é fome?” a minha estratégia sempre foi esperar pela próxima noite e se ele chorasse muito novamente o levaria ao pediatra e pesaria ele, sabemos que o bebê está bem alimentado se está ganhando peso, correto? Sim. Acontece que na próxima noite o choro não se repetia e sempre nas consultas médicas ele ganhava bastante peso, em torno de 1kg nos 3 primeiros meses! Perfeito!

Com o Caio a amamentação foi ainda mais tranquila, meu peito já está mais acostumado, senti um pouco de dor nos 3 primeiros dias e depois passou tudo! O Caio também engordou muito bem, principalmente nos 3 primeiros meses, sempre 1kg por mês! Não existe satisfação maior!

Depois dos primeiros dois meses de vida do bebê, a gente não sente mais o peito encher como antes, o peito quase não vaza mais, mas isso não quer dizer que não temos mais leite, pelo contrário, o nosso corpo simplesmente se adaptou com as necessidades do bebê, ele produz apenas o necessário para a criança!

Sim, eu amamentei os dois exclusivamente até os 6 meses, tanto o Benjamin quanto o Caio, eles não tomaram fórmula nenhuma antes dos 6 meses, não tomaram chá e nem água (mesmo no verão de 40graus) meu leite sempre sustentou os dois muito bem! Eu sei, tem muita gente que não acredita nisso, eu mesma já ouvi falar que pessoas não acreditavam que eu dava apenas o meu peito para aqueles bebês tão saudáveis. Mas a questão é que eu não queria provar nada pra ninguém, ou mesmo pra ser exemplo, não! Eu apenas fiz e faço isso até hoje pensando na saúde deles, e no prazer que tenho em alimentar os meus filhos da melhor forma possível!

Além da amamentação exclusiva até os 6 meses, o Benjamin mamou até 1 ano e 3 meses, ele desmamou naturalmente. O Caio está com 1 ano e 3 semanas e continua mamando em livre demanda até agora, e assim será até quando ele quiser!
É como eu disse, não sou exemplo pra ninguém, mas se eu puder ajudar e fazer com que as pessoas acreditem que isso é possível eu ficarei muito feliz!

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Beijos Jô

Enfim… Com as nossas experiências chegamos a conclusão que não existe mágica pra ter leite, nem simpatia e nem dica de vô, e sim quanto mais o bebê mamar mais leite vamos ter! Quanto mais for estimulado mais vamos produzir!

Nenhuma mãe é mulher maravilha, cada uma dá o máximo de si pro seu filho, cada mãe tem a sua verdade, cada uma tem seus porquês, não podemos julgar sem saber o que realmente está acontecendo.

Se precisar dar mamadeira, dê! Mas de o peito também, não desista, vá até onde você conseguir.

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